Processo de pesquisa e montagem do espetáculo Lugares de Mim da desCompanhia de dança
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Busca: Amar e ser amado
Amar e ser amado, isso que me impulsiona a caminhar para frente. Quero uma pessoa para dividir uma vida; uma casa, filhos, cachorros, etc. Constituir uma família. Busco isso desde o momento que sai de Salvador quando terminei o segundo grau. Mais do que dinheiro e status, que também acho muito importante, acho que sempre busquei um lugar onde eu pudesse chamar de lar e que tivesse alguém me esperando.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
INTERSEÇÃO E/OU AS DIFERENÇAS
Compartilhando um aprendizado meu.
A verdade está no caminho do meio, meio é a interseção.
A diferença é o adorno magnífico, porém é necessário procurar algo que une tudo e não se aprisionar nas diferenças - isso nos permite ampliar o nosso olhar e a intuição. Precisamos entender que a censura está em quem olha somente as diferenças.
“É preciso, para tentar distinguir o essencial, esquecer por um momento as divisões que, uma vez admitidas, arrastam todo um Alcorão de verdades intocáveis e o fanatismo conseqüente. Podem-se classificar homens em homens da direita e homens da esquerda, em corcundas e não-corcundas, em fascistas e democratas, e essas distinções são inatacáveis. Mas a verdade, vós o sabeis, é o que simplifica o mundo, e não o que gera o caos. A verdade é a linguagem que exprime o universal. Newton não “descobriu” uma lei que estivesse durante muito tempo dissimulada, como a solução de charada; Newton efetuou uma operação criadora. Fundou uma linguagem de homem que pode exprimir a queda da maçã na terra e a ascensão do sol. A verdade não é o que se demonstra, é o que simplifica.” Página 133, Terra dos Homens – Antoine Saint-Exupéry
A verdade está no caminho do meio, meio é a interseção.
A diferença é o adorno magnífico, porém é necessário procurar algo que une tudo e não se aprisionar nas diferenças - isso nos permite ampliar o nosso olhar e a intuição. Precisamos entender que a censura está em quem olha somente as diferenças.
“É preciso, para tentar distinguir o essencial, esquecer por um momento as divisões que, uma vez admitidas, arrastam todo um Alcorão de verdades intocáveis e o fanatismo conseqüente. Podem-se classificar homens em homens da direita e homens da esquerda, em corcundas e não-corcundas, em fascistas e democratas, e essas distinções são inatacáveis. Mas a verdade, vós o sabeis, é o que simplifica o mundo, e não o que gera o caos. A verdade é a linguagem que exprime o universal. Newton não “descobriu” uma lei que estivesse durante muito tempo dissimulada, como a solução de charada; Newton efetuou uma operação criadora. Fundou uma linguagem de homem que pode exprimir a queda da maçã na terra e a ascensão do sol. A verdade não é o que se demonstra, é o que simplifica.” Página 133, Terra dos Homens – Antoine Saint-Exupéry
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Espaço para o Imaginário
"No cinema se você não dá espaço para o imaginário a obra não chega a ultrapassar o tempo e o espaço." Careimi Assmann
quarta-feira, 23 de julho de 2008
LUZ DEMAIS NOS TEXTOS
Um texto com espuma, névoa ou escuro serve para que a pessoa possa imaginar e divagar na leitura. Um texto claro demais leva o soldado para a guerra. (Anotações feita por Yiuki num bate papo do Rubem Alves no lançamento do livro O Melhor de Rubem Alves no Fnac, 21/07/2008.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
PERFEIÇÃO DO INVENTO
"Parece que a perfeição é atingida não no instante em que não há mais nada a acrescentar à máquina e sim quando não há mais nada a suprimir. Ao termo de sua evolução a máquina se dissimula.
A perfeição do invento confina assim com a ausência de invento. E assim como, no instrumento, toda a mecânica aparente se foi pouco a pouco sumindo até que ele se fizesse tão natural como um seixo polido pelo mar, assim também é admirável como o uso da máquina nos faz, pouco a pouco, esquecer a máquina." (Terra dos Homens, Antoine de Saint-Exupéry)
A perfeição do invento confina assim com a ausência de invento. E assim como, no instrumento, toda a mecânica aparente se foi pouco a pouco sumindo até que ele se fizesse tão natural como um seixo polido pelo mar, assim também é admirável como o uso da máquina nos faz, pouco a pouco, esquecer a máquina." (Terra dos Homens, Antoine de Saint-Exupéry)
sexta-feira, 11 de julho de 2008
CONSTRUIR x HABITAR
"Somos todos bárbaros novos que ainda se maravilham com seus novos brinquedos. Não têm outro sentido nossas corridas de avião. Esse sobe mais alto, aquele corre mais depressa. Esquecemos por que o fazemos correr. A corrida provisoriamente, mais importante que o seu próprio objetivo. E sempre é assim mesmo. Para quem funda um império o sentido da vida é conquistar. O soldado despreza o colono. Mas o fim da conquista do soldado não é o estabelecimento do colono? Assim, na exaltação dos nossos progressos, fazemos com que os homens servisem ao estabelecimento de vias férreas, à construção de usinas, a perfuração de poços de petróleos. De certo modo esquecemos que essas construções são feitas para servir ao homem. Nossa moral foi, durante o péríodo da conquista uma moral de soldado. Mas agora precisamos colonizar. Precisamos dar vida a essa casa nova que ainda não tem fisionomia. A verdade para um, foi construir; para outro é habitar." (Terra dos Homens, Antoine de Saint-Exupéry)
RISO revela um dos segredos da alma - Rubem Alves
"O riso é uma ejaculação repentina de alegria. E ele acontece quando o inesperado aparece à nossa frente e nos passa uma rasteira. Todo bom contador de piada sabe disso. É preciso que o final seja um final que ninguém esperava. É o inesperado gracioso que faz o corpo explodir de riso.
O riso revela um dos segredos da alma: a alma não gosta de marchar. Na marcha tudo é igual, previsível, feito em parada militar. A alma é bailarina que gosta mais é de dançar. Por isso que, no seu estado original, (e isto é lição que a psicanálise nos ensina) a alma é uma criança brincalhona. É uma feiticeira que se deleita nas mais insólitas e proibidas transformações. É o poeta que escreve, e o mundo nunca é mais o mesmo. É palhaço que se ri de que o mundo seja assim tão parecido com um circo..."
Crônica: Bosta de vaca e política (Rubem Alves)
O riso revela um dos segredos da alma: a alma não gosta de marchar. Na marcha tudo é igual, previsível, feito em parada militar. A alma é bailarina que gosta mais é de dançar. Por isso que, no seu estado original, (e isto é lição que a psicanálise nos ensina) a alma é uma criança brincalhona. É uma feiticeira que se deleita nas mais insólitas e proibidas transformações. É o poeta que escreve, e o mundo nunca é mais o mesmo. É palhaço que se ri de que o mundo seja assim tão parecido com um circo..."
Crônica: Bosta de vaca e política (Rubem Alves)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
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