A desCompanhia de dança foi contemplada no ano de 2008 pelo Edital de Produção e Difusão em Dança da Fundação Cultural de Curitiba. Trabalhamos neste projeto, inicialmente intitulado Ambrótipo - Estudo sobre a suspensão do instante, durante 4 meses. Foram inúmeras as pesquisas téoricas e práticas, envolvendo uma dedicada e competente equipe técnica, que resultaram no espetáculo Lugares de Mim. O espetáculo teve sua estréia no dia 07 de novembro deste mesmo ano no Teatro Cleon Jacques e ficou em cartaz até o dia 23. A companhia pretende dar continuidade em 2009 nos estudos já iniciados com este projeto sobre a IMAGEM e promover novas ações de compartilhamento das pesquisas realizadas.
Processo de pesquisa e montagem do espetáculo Lugares de Mim da desCompanhia de dança
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Missão Cumprida
A desCompanhia de dança foi contemplada no ano de 2008 pelo Edital de Produção e Difusão em Dança da Fundação Cultural de Curitiba. Trabalhamos neste projeto, inicialmente intitulado Ambrótipo - Estudo sobre a suspensão do instante, durante 4 meses. Foram inúmeras as pesquisas téoricas e práticas, envolvendo uma dedicada e competente equipe técnica, que resultaram no espetáculo Lugares de Mim. O espetáculo teve sua estréia no dia 07 de novembro deste mesmo ano no Teatro Cleon Jacques e ficou em cartaz até o dia 23. A companhia pretende dar continuidade em 2009 nos estudos já iniciados com este projeto sobre a IMAGEM e promover novas ações de compartilhamento das pesquisas realizadas.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
UMA BOA IMPRESSÃO...
Lugares de Mim
Que corpo é este? Corpo onde estão impressas memórias distantes de coisas que não vivi necessariamente mais que fazem parte da espécie a qual pertenço. Espécie humana, lugares atávicos, mas eu os sinto mesmo não sabendo explicar. Apenas sinto, lugares esquecidos, lugares que desconheço e outros que conheço muito bem, lugares que me chamam a mergulhar quase como se estivesse em transe. Digo quase, pois tenho consciência dos estímulos que cada movimento provoca em mim, mesmo não sabendo precisar que lugares eles me fazem acessar. Neste momento sou expectador, mas em nenhum momento passivo, pois a cada movimento proposto pelos artistas criadores acesso lugares de mim, é como se uma grande espiral de energia fosse me envolvendo aos poucos. Os olhares, os silêncios, o chão e fundo branco, puxando cada vez mais meu olhar para estes corpos em crise, em extâses, pois eles também são reflexos do meu corpo, dos meus desejos. É engraçado me sinto cúmplice, me sinto fazendo parte. Em muitos momentos tive vontade de abraçá-los e de me juntar à eles.
Minhas impressões sobre o espetáculo : Lugares de mim
Adriano Carvalhaes.
Que corpo é este? Corpo onde estão impressas memórias distantes de coisas que não vivi necessariamente mais que fazem parte da espécie a qual pertenço. Espécie humana, lugares atávicos, mas eu os sinto mesmo não sabendo explicar. Apenas sinto, lugares esquecidos, lugares que desconheço e outros que conheço muito bem, lugares que me chamam a mergulhar quase como se estivesse em transe. Digo quase, pois tenho consciência dos estímulos que cada movimento provoca em mim, mesmo não sabendo precisar que lugares eles me fazem acessar. Neste momento sou expectador, mas em nenhum momento passivo, pois a cada movimento proposto pelos artistas criadores acesso lugares de mim, é como se uma grande espiral de energia fosse me envolvendo aos poucos. Os olhares, os silêncios, o chão e fundo branco, puxando cada vez mais meu olhar para estes corpos em crise, em extâses, pois eles também são reflexos do meu corpo, dos meus desejos. É engraçado me sinto cúmplice, me sinto fazendo parte. Em muitos momentos tive vontade de abraçá-los e de me juntar à eles.
Minhas impressões sobre o espetáculo : Lugares de mim
Adriano Carvalhaes.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
COMPAREÇAM.
domingo, 12 de outubro de 2008
Tá quase ai!!!!
Bom Galera
tá chegando a hora de ir mesmo para a cena, as coisas estão se ajeitando de formas mais naturais possiveis.
acompanhar como esta sendo desenvolvida algumas coisas da trilha com a Edith, ver os desenhos do Edu darem conta das nossas espectativas, notar que a luz do Fer esta de acordo com os estudos e as conversas com o Marlon nos deixando pirados com esses vídeos sem contar as ótimas fotos da Elenize.
esta quase na Hora então já estou contando os minutos para tudo começar....
tá chegando a hora de ir mesmo para a cena, as coisas estão se ajeitando de formas mais naturais possiveis.
acompanhar como esta sendo desenvolvida algumas coisas da trilha com a Edith, ver os desenhos do Edu darem conta das nossas espectativas, notar que a luz do Fer esta de acordo com os estudos e as conversas com o Marlon nos deixando pirados com esses vídeos sem contar as ótimas fotos da Elenize.
esta quase na Hora então já estou contando os minutos para tudo começar....
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Aparição da Latência
Outra coisa estranha...
Pois estava eu vindo do ensaio pensando em coisas sobre minha latência e quando parei num semáforo senti a presença de uma pessoa ao meu lado, olhei e vi um cara. conectei-me com seus passos e andamos alguns metros juntos.
Eu pra variar estava de fone nos ouvidos e fazendo um TSURU com papelzinho de um Halls e tentando me COMUNICAR com ele. Não sei como mais ele alguns metros depois disse:
- E ai estamos andando juntos um tempo e você não vai dizer nada?
tirei um dos fones e disse:
-Oi?
Ele repetiu a frase e ai começamos um diálogo inesperado, falamos de trabalho, cansaço e até de férias... então ele disse que era músico
-Prazer sou Bailarino
E fomos mais alguns quarteirões conversando, não sei o nome dele, e nem como ele percebeu a minha VONTADE de COMUNICAR que era grande e no momento era o que eu precisava.
Será que minha latência começa a aparecer????
tomara que sim não é?
seguimos trabalhando... bjs
Pois estava eu vindo do ensaio pensando em coisas sobre minha latência e quando parei num semáforo senti a presença de uma pessoa ao meu lado, olhei e vi um cara. conectei-me com seus passos e andamos alguns metros juntos.
Eu pra variar estava de fone nos ouvidos e fazendo um TSURU com papelzinho de um Halls e tentando me COMUNICAR com ele. Não sei como mais ele alguns metros depois disse:
- E ai estamos andando juntos um tempo e você não vai dizer nada?
tirei um dos fones e disse:
-Oi?
Ele repetiu a frase e ai começamos um diálogo inesperado, falamos de trabalho, cansaço e até de férias... então ele disse que era músico
-Prazer sou Bailarino
E fomos mais alguns quarteirões conversando, não sei o nome dele, e nem como ele percebeu a minha VONTADE de COMUNICAR que era grande e no momento era o que eu precisava.
Será que minha latência começa a aparecer????
tomara que sim não é?
seguimos trabalhando... bjs
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
um olhar na fenomenologia
um pouco de Merleau Ponty para refletir:
- a fenomenologia tem por objetivo descobrir o mundo antes do saber e do conceito- a partir do "ser bruto"-, segundo o jargão merleau pontyano-, e por isso esse é um processo de "deslumbramento", segundo o filósofo, pois o poeta procura, mas nem sempre encontra, apoio na linguagem proferida. Razão pela qual Merleau-Ponty define,na famosa introdução ao seu trabalho mais extenso, a Fenomenologia da percepção, que "a melhor fórmula da redução é um espanto[étonnement] diante do mundo.
- a fenomenologia é o estudo das essências; em nenhum momento ela se afasta da existência, plano em que as idéias não são puras, isto é, regradas de princípio cartesiano(idéias claras e distintas) ou Kantiano(formas de intuição e categorias do entendimento). Sabemos que no mundo vivido as razões estão ocultas, não manifestas, isto é, o instante em que o sujeito e o objeto se abraçam(num primeiro momento a partir do corpo próprio) : nem sujeito, nem objeto.
- procurar a essência do mundo não é procurar o que ele é em idéia, como se ele fosse um objeto para o pensamento , mas a experiência pré objetiva que, segundo Merleau-Ponty, "eu não domino porque é inesgotável"
Por Cristiano Perius
Isto tudo significa muito para nós. Arrisco dizer que estes trechos retirado da matéria sobre Fenomenologia e Estética deveriam ser lidos por nós todos os dias como ponto de partida para a criação. Lógico que sempre discutimos muito sobre a experiência do corpo ou como a vida nos deixa diferentes marcas, fazendo cada um ser o que é e que é exatamente isto que interessa no nosso fazer artístico ; mas é bom demais encontrar uma base teórica para aquilo que acreditamos empiricamente. Para o trabalho que busco juntamente com vcs, isto é uma grande verdade.
Vamos ao trabalho(continuar)
Bjs enorme
Cintia Napoli
- a fenomenologia tem por objetivo descobrir o mundo antes do saber e do conceito- a partir do "ser bruto"-, segundo o jargão merleau pontyano-, e por isso esse é um processo de "deslumbramento", segundo o filósofo, pois o poeta procura, mas nem sempre encontra, apoio na linguagem proferida. Razão pela qual Merleau-Ponty define,na famosa introdução ao seu trabalho mais extenso, a Fenomenologia da percepção, que "a melhor fórmula da redução é um espanto[étonnement] diante do mundo.
- a fenomenologia é o estudo das essências; em nenhum momento ela se afasta da existência, plano em que as idéias não são puras, isto é, regradas de princípio cartesiano(idéias claras e distintas) ou Kantiano(formas de intuição e categorias do entendimento). Sabemos que no mundo vivido as razões estão ocultas, não manifestas, isto é, o instante em que o sujeito e o objeto se abraçam(num primeiro momento a partir do corpo próprio) : nem sujeito, nem objeto.
- procurar a essência do mundo não é procurar o que ele é em idéia, como se ele fosse um objeto para o pensamento , mas a experiência pré objetiva que, segundo Merleau-Ponty, "eu não domino porque é inesgotável"
Por Cristiano Perius
Isto tudo significa muito para nós. Arrisco dizer que estes trechos retirado da matéria sobre Fenomenologia e Estética deveriam ser lidos por nós todos os dias como ponto de partida para a criação. Lógico que sempre discutimos muito sobre a experiência do corpo ou como a vida nos deixa diferentes marcas, fazendo cada um ser o que é e que é exatamente isto que interessa no nosso fazer artístico ; mas é bom demais encontrar uma base teórica para aquilo que acreditamos empiricamente. Para o trabalho que busco juntamente com vcs, isto é uma grande verdade.
Vamos ao trabalho(continuar)
Bjs enorme
Cintia Napoli
terça-feira, 2 de setembro de 2008
comunicação...
Conversas por MSN com uma grande AMIGA e olha no que deu:
Candice diz: estava estudando a etnologia da palavra conversar e sabe o que significa?
Candice diz:dar voltas
Peter diz: rsrsrs não acredito
Candice diz:com outro tempo, outro significado, outro ambiente, outras pessoas
Peter diz: eu penso muito nessa minha dança, em comunicar o que sinto. E ás vezes não cabe tudo sabe
Candice diz: porque talvez latências não sejam só críticas mas sensíveis tb e a comunicação nasce da diferença. Todo processo de comunicação pressupõe a existência da diferença. É preciso ser capaz de reconhecer o outro, existir algo q se destaque em um ambiente de iguais para q a comunicação se estabeleça. Desde o começo da vida todas as ações q guiam o reconhecimento desse outro são acompanhadas de um mesmo sentimento: o medo. Às vezes quando pensamos em comunicar carregamos a idéia de um corpo recipiente, que tem idéias que a gente tira e põe. Isso é muito louco por exemplo qdo a gente pensa nas metáforas. As metáforas são muito eficientes para comunicar coisas, pois sugerem significados mas não encalacram ele no corpo. Estão num fluxo contínuo com o lugar onde a gente tá. Adoro pensar nisso CORPO É MUNDO, isso é da Katz e Greiner
Candice diz: estava estudando a etnologia da palavra conversar e sabe o que significa?
Candice diz:dar voltas
Peter diz: rsrsrs não acredito
Candice diz:com outro tempo, outro significado, outro ambiente, outras pessoas
Peter diz: eu penso muito nessa minha dança, em comunicar o que sinto. E ás vezes não cabe tudo sabe
Candice diz: porque talvez latências não sejam só críticas mas sensíveis tb e a comunicação nasce da diferença. Todo processo de comunicação pressupõe a existência da diferença. É preciso ser capaz de reconhecer o outro, existir algo q se destaque em um ambiente de iguais para q a comunicação se estabeleça. Desde o começo da vida todas as ações q guiam o reconhecimento desse outro são acompanhadas de um mesmo sentimento: o medo. Às vezes quando pensamos em comunicar carregamos a idéia de um corpo recipiente, que tem idéias que a gente tira e põe. Isso é muito louco por exemplo qdo a gente pensa nas metáforas. As metáforas são muito eficientes para comunicar coisas, pois sugerem significados mas não encalacram ele no corpo. Estão num fluxo contínuo com o lugar onde a gente tá. Adoro pensar nisso CORPO É MUNDO, isso é da Katz e Greiner
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